4.4.11

No life's so short it can't turn around.

Voltei por essas idas de tanto fim sem nenhum começo, afastando o desejo do que não conheço, estandarte de trapos imundos de vômito erguido em reverência a tudo que é bestial de tão humano, estúpido de tão sincero, cruel de tanta insegurança. E que venha toda a má-aventurança. Veja quantos astros infernais nos observam: a punição é o desinteresse, a indiscrição, as sombras no escuro, simplesmente o vazio. O esquecimento, o que mais dói. E o que ainda causa sofrimento? De cima abaixo, acertam e erram, não importa o que façam – eles nos julgam, nos usam, nos inundam. Quanto drama, quanto choro, quanta suplica! E este texto mastigado de outras imemórias. O resto, que é tudo, nem está na história. Ninguém mais cantou vitória. Não entendo. É o que vejo. Revivendo. Sem mais desejo. Só uma coisa assim amorfa, indefinida, suicida. Deve ser o que chamam de vida.

2 comentários:

D u d a ' R a n g e l disse...

Olha olha ,sir "Travis Bickle" , quando leio palavras tais quais a suas, além de me sentir lendo algo do Dante Alighiere também sinto vontade de ler mais (: to vasculhando seu arquivo !
é bem depressivo termos como "amorfa, indefinida e suicida" pra sinonimizar a tão estranha vida; mas eu gostei.Mesmo.sem mais.Eu falo muito!

Fábio Vanzo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.