Aonde vai o amor quando ele acaba?
Eis um mistério cheio de sujeira
De quem a paixão tornar-se-á escrava?
Quem enterrar-se-á naquela areia?
É um bater de porta sem aldrava
Mosca sobre o cadáver sem pôr larva
Criatura que será só tão parva
Coisa fútil que nunca se salvava.
Não, eu não vou te ver nem que tu morras
Sei que não haverá que te socorra
Nas vãs estrofes deste cantochão.
Mesmo insetos recusam o teu corpo
Barcaças negam tê-la como porto
- Teu destino será a solidão.
2 comentários:
eu sei que o fim é esse =(
=*
Alguns sentimentos escorrendo entre as linhas... Gostei.
Beijos!
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