25.5.09

Sou o generalíssimo das tropas de terra-e-mar da humanidade!

Num desgaste de água e vento nas rochas eternas
De quem sequer se agüenta sobre as pernas
Nas ruas de São Paulo ou de qualquer outra cidade
(Porque todas as grandes cidades são iguais)
(Então sempre dá no mesmo, qualquer uma, tanto faz)
Vou desconstruindo outra vez a própria realidade
Em poemas desconexos de palavras desconjuntadas
Cheios de versos como este, de medidas fracassadas.

Desfilando os mesmos velhos temas tão banais
Num ridículo estandarte de pretensa vitória
Contra as formas incoercíveis e inexoráveis
Que regem nossa existência de sutis agonias
Em noite infindáveis ou na luz dos grandes dias
Queixumes de tantos poetas memoráveis
E eu repetindo a vocês aquela mesma história
̶ Navio que sempre faz do alto-mar o seu cais.

1 comentários:

Claudinha ੴ disse...

Ei Vanzo!

Navio sempre vai e volta, mesmo com cais no alto-mar tem seu norte e seu porto seguro bem guardados...
Beijo!