Que o fundo do poço seja só um trampolim
Pro mesmo começo, pra algum outro fim
Esqueço do gosto, desejo, mereço o gesto?
Qual é o meu rosto? Com quem me pareço?
Ao que me dirijo sem direção?
Alvo do sim e do não, a salvo do fim, rijo feito cadáver
A ver navios-fantasmas que finjo existir
Por miasmas em que virão os pesadelos
De arrepiar os cabelos
De poluir o ar a vir do mar do mal
Em línguas de fogo lambendo o corpo
Porto à míngua de barcaças
À feita de desgraças
Rogo pelo recomeço
Sei que mereço
Mais do mesmo a esmo no cais de mim.
21.5.09
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2 comentários:
mo-hi com teu blog!
amei, amei!
bjo!
Você também escreve! Que massa! Vou ler seus textos NOW! =D
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