21.5.09

E quanto é mais intenso amar sem comentários!

Que o fundo do poço seja só um trampolim
Pro mesmo começo, pra algum outro fim
Esqueço do gosto, desejo, mereço o gesto?
Qual é o meu rosto? Com quem me pareço?
Ao que me dirijo sem direção?
Alvo do sim e do não, a salvo do fim, rijo feito cadáver
A ver navios-fantasmas que finjo existir
Por miasmas em que virão os pesadelos
De arrepiar os cabelos
De poluir o ar a vir do mar do mal
Em línguas de fogo lambendo o corpo
Porto à míngua de barcaças
À feita de desgraças
Rogo pelo recomeço
Sei que mereço
Mais do mesmo a esmo no cais de mim.

2 comentários:

danuzza disse...

mo-hi com teu blog!
amei, amei!

bjo!

Nathálya Calina [Estava Pensando] disse...

Você também escreve! Que massa! Vou ler seus textos NOW! =D