5.5.09
Desata o nó dos cinco sentidos.
Vendendo o corpo, entregando a alma, descendo a ladeira, sem eira, nem beira. O encontro do silêncio com as palavras e a inauguração da nossa morte: soprar toda a areia do teu deserto e beber toda a água do mar. Medo de ter medo de ter medo, imaginário adeus aos anjos no horizonte sem fim, vertical, sem nuvens, sem mar, sem montanhas. Sigo o caminho do meio do nada da rua d’onde faço passarela da morte do Carnaval. Você, que inventou a morte: me explica o segredo da vida.
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1 comentários:
Mandou muito bem e ainda conseguiu unir "palavras e silêncios"!
Fiquei sem palavras...
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