27.4.09
E as horas são velas fluidas da nau em que, oh! alma, descuidas, das esperanças tardias.
No fim da linha tem a margem. Coloco um ponto. Reinicio mais abaixo. É um abismo de queda imensa. A quarta e quinta margem, como fosse de um rio, além dos limites da linha reta do destino feito, ascendem do caminho, feito miragem, feito um conto mal contado e sem encaixe no cinismo que deixa a porta sempre aberta para o frio entrar, inverno eterno de convites sempre por um fio que corta a página certa do escrito desdito de quem não pode mais errar. Viro a folha da vida, fecho o caderno do mim. Reescrevo minha saída, invento sempre o mesmo fim.
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