2.3.09

Sei um segredo: você tem medo, só pensa agora em voltar.

Hoje faz mais calor nesta cidade
Eu morro um pouco a cada amanhecer
Não temos mais a mesma identidade
E você ainda pensa em me esquecer

Um luto renovado a cada dia
Eu finjo que você nem me faz falta
E quando a madrugada já vai alta
Eu posso ouvir os sinos da agonia

Ocultos e sinistros pesadelos
Agonia noturna sem igual
Acordo arrancando meus cabelos
Resumo do meu triste madrigal

Mas sei que você às vezes sofre
Guardando o sentimento em um cofre
Rezando ajoelhada a um deus ateu
Fingindo que o nosso amor morreu.

1 comentários:

Ale Danyluk disse...

Fá,
O fim determina o valor do esforço.
E por isso é que nem sempre pode-se ter tantas certezas.
Acaba-se por ficar transitando entre sentimentos e dúvidas e no final percebe-se que as ausências curtas acirram o amor e não o matam.

Seus textos:remédios necessários.

Beijo
Ale